- mas não pode ver um rabo de saia, hein?
- papai do céu deu movimento no pescoço pra quê, mulher?
próxima estação belém
desembarque pela lado esquerdo
do trem
o dito “eu já sabia” tava na garganta, mas tinha muita especulação pra esse barcelona x santos. não vi ambos jogarem nesse ano inteiro. até me arrependo de não ter acompanhado o barça, que tem o futebol mais bonito, não da cidade mas do mundo inteiro. sabe o primeiro fundamento que se aprende na escolinha de futebol, o toque de bola? só isso resolve o desgaste de qualquer jogador, e é isso que o time espanhol enxergou antes do mundo inteiro e pratica até hoje. parece futebol de salão, mas numa área quatro vezes maior com quase o dobro de jogadores. temos aqui dois olhares sobre dois times. enquanto o barça fazia graça na europa, derrotando quase sempre o principal rival real madrid e colecionando títulos, o santos colecionou o quê? foi o paulista mais alguma coisa? enfim, sei que passou apagado no brasileiro, ainda tinha umas 15 rodadas e a cabeça das crianças tava no japão já. fez apenas a lição de casa de estar dentro da libertadores, ou seja, o mínimo. agora vem nego pra mim dizer que o santos fez uma semifinal melhor que o barcelona no mundial de clubes e tava mais preparado. balela. o barça já vinha de um último jogo, de novo contra o real, com vitória. o santos tinha chance? tinha. diz que, já diria o mineiro, estudou o time catalão. estudou, messi e companhia deram revisão durante a prova e o santos volta pra casa com uma prova de recuperação, que só vai aplicar agora na libertadores do ano que vem. do jogo é isso. mas o buraco do futebol (principalmente o do brasileiro) é bem mais embaixo.
o cabelo tava facinho. pra cafuné.
esse prédio que ocupa um quarteirão inteiro. e desses quarteirões da zona leste, de fábrica mesmo. e todo azul, sem tirar nem pôr. se eu lá tenho fé em alguma coisa (ou posso chamar de esperança), é que um dia a cor pantone do céu case com a cor pantone do prédio. meio camaleão. já pensô?
“Só acredito naquilo que posso tocar. Não acredito, por exemplo, em Luiza Brunet.”
do mestre Luis Fernando Verissimo, o famoso LFV